Chegou-nos este texto, que a seguir transcrevemos, da autoria do sr Eduardo Viana, sobre o torneio d'amizade.
Desde já agradecemos as palavras ao sr Eduardo Viana, o prazer foi nosso.
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Como vi o torneio d'amizade
Terminou o Iº torneio fechado organizado pela secção de xadrez do “GDR Os amigos de Urgeses” com uma impecável organização, sob a direcção do Prof. Fernando Costa, e arbitragem do Sr. Joaquim Machado.
De realçar o magnífico trabalho técnico prestado pelo Vitor Costa com a manutenção dinâmica do blog inserindo com muita rapidez as partidas disputadas em cada jornada.
A amizade patenteada pelos jogadores fez juz ao título do torneio mas
O que mais me deslumbrou, em cada sessão, era quando, decorridos cerca ½ hora de jogo, se ouvia a voz soberana do árbitro dizer: “Meus Senhores está aberto o Bar”.
Era assim que o Sr. Joaquim Machado tranquilizava os jogadores mais nervosos pois sabia que, ao saborearem umas gotas das “Lágrimas de Cristo” ou da garrafa de Favaios gentilmente oferecida pelo amigo José Teixeira, a qualidade das partidas melhorava substancialmente. Para comprovar o que digo, basta analisar algumas partidas deste Torneio.
Mas houve mais coisas boas, tais como a bola de carne do Artur Lemos, o jantar oferecido pelo Marco Pereira, com tanta variedade de enchidos regados com duas botelhas de “Monte Velho” pelo que considero ter sido muito mais que um simples lanche. E os bolos de chocolate, que delícia!
Aguardavamos sempre com ansiedade a sessão seguinte (sempre em crescendo…). Os ânimos nunca esmoreciam pois o Sr. Machado fazia questão de lembrar que ser o “Sr. do bolo”, por norma, dava pontos.
Um bom torneio só poderia terminar em grande e isso aconteceu na última noite com um jantar-convívio gentilmente oferecido pela direcção do “GDR Os Amigos de Urgeses” que a todos nos sensibilizou ficando aqui o registo do nosso agradecimento.
De facto a amizade reinou mas a grande personalidade deste Torneio foi sem dúvida o Sr. Joaquim Machado. Ora atentem no que ele escreveu após a 8ª jornada:
-“ Mais uma jornada, e desta vez tivemos por companhia o futebol.
Junto com o "bruuuáááá" da multidão, os jogadores iam posicionando as suas peças no tabuleiro, tentando sempre conquistar a melhor posição, para desferirem o "remate" certeiro.
Avanços e recuos constantes, fazem parte deste jogo, em que as peças percorrem o tabuleiro, como a bola percorre o campo.
Conseguir a melhor posição, flanquear o adversário, antecipar os seus movimentos, retirar-lhe a posse da "bola", ter a iniciativa do jogo, e empurrar o adversário para um dos cantos do tabuleiro, significa por norma, o remate directo às redes.
O golo... o xeque-mate.
E no xadrez, por vezes, se tivermos audácia suficiente, nunca perdendo de vista o Cavalo e longe do alcançe do Bispo, podemos inclusive "tomar" a Dama...” (fim de citação).
Sinceramente, presto a minha vênia.
Eduardo Viana"